Ex-aluna da Junior Achievement Rio de Janeiro é fundadora da Football For a Cause, um empreendimento social que une futebol e educação

Com apenas 20 anos, Manuella Carvalho já representou o Brasil mundialmente e impactou diversas crianças e jovens através da educação, uma inspiração iniciada no Programa Miniempresa.

Cada dia mais a figura feminina tem sido sinônimo de força, inteligência e de muito trabalho. As mulheres vêm, continuamente, rompendo barreiras entre o feminino e o masculino em suas atuações e este movimento tem ganhado cada vez mais espaço, aumentando as possibilidades para as jovens que estão começando a trilhar suas carreiras. Para representar esta força feminina, temos Manuella Carvalho, que desde a adolescência vem demostrando uma personalidade fora do comum. Apaixonada por esportes, técnica em mecânica (Rede FAETEC), aluna de Engenharia Eletrônica e de Computação (UFRJ) e Engenharia de produção (PUC-Rio), marca presença onde a representatividade feminina costuma ser raridade. Saiu do Rio de Janeiro para ganhar o mundo no Colorado, Estados Unidos, país onde já representou o Brasil em grandes ocasiões e, que atualmente, faz a aceleração do empreendimento social que cofundou, “Football For a Cause”.

Manuella iniciou sua jornada no empreendedorismo social aos 15 anos, quando integrava o Ensino Médio e Técnico em Mecânica, na FAETEC Ferreira Viana. Neste período decidiu participar do Programa Miniempresa, oferecido pela Junior Achievement, uma ONG de educação empreendedora para crianças e jovens, em parceria com a escola. Durante o Programa surgiu seu primeiro negócio, a Miniempresa Apollo IV, no qual comercializava luminárias personalizadas, feitas de papel cartão. “Foi na Miniempresa que ouvi falar sobre empreendedorismo e negócio social pela primeira vez. O Programa foi o pontapé inicial para a mudança da minha visão sobre o mundo.  Ele me trouxe a percepção de que eu poderia mudar a realidade de muitos jovens através do empreendedorismo”, contou.

Após o Miniempresa, a jovem ingressou em uma pesquisa de iniciação científica, na UFRJ, onde decidiu que levaria adiante o empreendedorismo social com o intuito de impactar a vida de outros jovens. Com este propósito, ajudou na criação do Superpython, um projeto que reunia estudantes de graduação como voluntários para ministrar aulas através de jogos digitais lúdicos e interativos para crianças de escolas públicas. Neste mesmo período, em 2017, representou o Brasil em Washington D.C., recebendo o Prêmio Prudential Espírito Comunitário, que reconhece jovens engajados com voluntariado que causam impacto social. Pelo seu contínuo esforço e dedicação à área social, no mesmo ano, Manuella foi contemplada com o Título de CARIOCA NOTA 10 pela revista VEJA Rio.

A partir de 2018, começou a se aprofundar nos assuntos de cunho social e novamente foi responsável por representar o Brasil em duas ocasiões: participando da Assembleia da Juventude na ONU e da jornada Warren Buffett. Todas essas aventuras foram responsáveis por aumentar a paixão e o desejo de fazer a diferença no mundo através de um negócio social, por isso, ainda em 2018, Manuella ingressou no Programa ProLíder. Foram 6 meses de imersão em conteúdo de empreendedorismo e liderança com jovens de todo o Brasil, e ao final do Programa, o desafio era criar um empreendimento social. Foi neste momento que surgiu a Football For a Cause. “Quando criança, era atleta de natação e sonhava em representar o Brasil nas Olimpíadas. Acredito no poder do esporte sendo ele uma forte ferramenta de transformação social. E por isso hoje sinto meu propósito conectado à Football For a Cause, já que temos como objetivo transformar as grandes paixões por esporte ao redor do mundo em poderosas ferramentas de impacto.”, explicou.

Muitos não sabem, mas grande parte dos materiais usados durante as partidas de futebol não possuem um destino preciso depois de serem utilizados. Por partida, em média 2 a 3 jogos de blusas novos são usados por jogador. A Football For a Cause faz parcerias com clubes e jogadores, recolhendo esses itens e vendendo em sua plataforma, gerando recurso não só para manter toda a operação, mas também para investir em instituições que já fazem trabalho de destaque na educação, como Afroreggae, Parceiros da Educação, GAMBOA Ação, Casa Vó Benedita, dentre outras. Dessa forma, geram impacto direto para as instituições e pessoas que dependem delas, aproximam torcedores de seus ídolos, fornecendo um produto que antes eles não tinham acesso e ajudam a tornar o clube e o jogador, verdadeiros protagonistas de transformação da realidade de muitas pessoas. O negócio social tomou proporção em 2019, realizando parcerias com times renomados.  “Hoje a Football For a Cause é focada em educação, inspirada na história de ambos os cofundadores. A Junior Achievement me ensinou, através do Programa Miniempresa, o quanto uma educação de qualidade e o acompanhamento de mentores voluntários e engajados podem transformar vidas,” Expressou Manuella, em tom de agradecimento às experiências vividas com a Junior Achievement. A jovem de apenas 20 anos já viveu experiências fora da curva, não só por conta de sua formação, mas por todas as grandes conquistas que alcançou com toda a sua paixão em deixar um legado, mostrando sua força feminina incansável. “Para mim, ser mulher e estar presente em tantos meios que não somos esperadas, é lutar para mostrar e provar que podemos ser o que quisermos, como quisermos, onde quisermos e quando quisermos.  É lutar, diariamente, para ter os mesmos direitos que os homens, como aqueles mais básicos, como o de ser escutada e levada a sério. Por fim queria só lembrar a todas nós que temos o poder de decidir quem somos, quem seremos, o que queremos fazer, e quando de repente bater aquele desânimo, lembre-se de tudo o que você já fez e te levou até onde você está.“

Sobre a Junior Achievement 

A Junior Achievement é a maior e mais antiga ONG de educação empreendedora para crianças e jovens do mundo, abordando prática em negócios, economia e empreendedorismo. Fundada em 1919, está presente em 120 países e em todos os estados do Brasil. Com apoio de uma rede de voluntários, a sede carioca já impactou mais de 300 mil estudantes nos últimos anos.

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